Aringa do Macombe

Reminiscências, estados de alma e impressões do último Muzungo da Zambézia temporariamente em trânsito pela Corte... Expediente para domacombe@yahoo.com

quinta-feira, maio 12, 2005

Feitos do Morgado de Nafarros, “D.” Nuno do Paço Perdido

No outro dia, em exercício abnegado de praxis straussiana (o Leo é um compincha recorrente), aceitei o convite para as comemoração dos 30 anos da Constituinte, que decorreram na Assembleia da República.

Um sociólogo chamar-lhe-ia trabalho de campo... Eu prefiro encarar a façanha como um ensaio de penitência.

Refiro este pecadilho porque durante o almoço, servido nos antigos claustros, estudei atentamente a pose de uma das mais novéis estrelas do nosso firmamento parlamentar. Isso mesmo: falo do Sr. Engº Fadista “D.” Nuno da Câmara Pereira, lídimo militante do moribundo PPM que agora enobrece com o seu fidalgo traseiro os assentos das cadeiras de S. Bento. Tudo graças à visão (ou falta dela) do antigo Prime Minister.

Meu Bele, o matarruane é cá um cromo. Parece que estou a vê-lo a passear a sua barba aristocrática de três dias, distribuindo cumprimentos à esquerda e à direita dos Passos Perdidos a tipos que nem sequer lhe respondiam, intimidados quiçá pela insígnia (contrafaccionada) da Ordem de S. Miguel da Ala, que o cançonetista ostentava ao peito.

Mas o pior foi quando o dito cujo atacou os inocentes croquetes que jaziam indefesos nas mesas. Foi um massacre, bem regado com um tinto apropriadamente sanguíneo. Acolitado pelo fiel escudeiro Pignatelli (de barba à boer), o novo Lidador distribuiu espadeirada da antiga num desditoso presunto. Parecia que estava a desancar na Mafoma. Jasusa!

O Mota Amaral só se benzia e o apache Jerónimo estava embascado por ver que o Morgado de Nafarros ultrapassava em voracidade plebeia o mais paisano dos comunas.

Claro está que o meu dia se saldou por uma indigestão provocada, não pelo hermeneuta do “cavalo ruço”, mas pela cupidez de alguns sipaios do PS...

Já a Ana Drago, se estivesse sempre calada, talvez fosse minimamente suportável, pois tem um sorriso simpático. Aquelas idas em Bloco às casas de banho e o pivete a eucalipto, levam-me a crer que o Ayatollah Louçã - qual Velho da Montanha hodierno - controla os membros do grupo parlamentar do BE à base de ganzas, talvez até “cavalo”. Os seus Feddhayin julgam assim que estão a um passo suicida do Paraíso Vermelho e da contemplação perpétua da face de Trotsky. Por isso, salmodiam hipnoticamente aquelas barbaridades.


Puxem o autoclismo, se fazem o favor!